“E mais uma vez ela sorriu, sorriu por fora, enquanto tentava entender o que se passava ali dentro. às vezes fraca, quase sempre forte. Dizia que iria passar, acreditava que a dor não iria durar, tinha crença nos sonhos, por mais impossíveis que pudessem ser, também tinha convicção em seus planos. Ela era forte, valente, enfrentava qualquer problema com um sorriso no rosto, mantinha o foco apesar… Observava a chuva, a forma como as gotas se desmanchavam no chão, e quando o sol batesse, logo evaporariam. Voltariam para o céu, quem sabe. Ela gostaria de ser como elas, queria evaporar logo depois de cada tempestade. Não podia, apesar das imensas dores, da qual só ela sabia. Não dividia com ninguém, se fechava para o mundo, tornara-se fria, mas ainda sim sonhava, sonhava com dias melhores, com o dia em que não precisasse segurar lágrimas. Ela persistia, queria vencer na vida, não desistia de lutar, se reerguia logo após cada tombo, se levantava mais forte do que antes e, apesar de tudo, por enquanto ela só queria que o dia terminasse bem.”